sexta-feira, 21 de julho de 2017

Lobista diz que pagou propina a Jader Barbalho

O lobista Jorge Luz, apontado como operador de propinas do PMDB, afirmou ontem, ao juiz Sérgio Moro que intermediou propina aos senadores Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA) e também ao deputado Anibal Gomes (CE). Interrogado em ação penal sobre corrupção na Petrobrás, Luz relatou ao juiz da Operação Lava Jato ter usado a conta Headliner, em um banco na Suíça, para realizar os pagamentos ilícitos. Jorge Luz está preso preventivamente desde 25 de fevereiro por ordem de Moro. O filho dele, Bruno Luz, também está custodiado.
Segundo denúncia da força-tarefa da Lava Jato, pai e filho atuaram como representantes dos interesses de parlamentares e funcionários públicos da Petrobrás corrompidos para recebimento de propina em contratos de aquisição e operação de navios-sonda da Área Internacional da estatal.
A denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal no Paraná ao juíz Sérgio Moro diz que a diretoria internacional da Petrobras foi objeto de loteamento de cargos para a
obtenção de apoio político entre 2003 e 2008 com o diretor Nestor Cerveró e entre 2008 e 2012 com o diretor Jorge Zelada. Para a operacionalização desse esquema criminoso, havia um núcleo financeiro de operadores de propina que garantia que os pagamentos de propina chegassem ao seu destinatário final sem que os sistemas de controles detectassem o percurso dos valores espúrios. 
De acordo com a denúncia, foram agentes no esquema criminoso Alberto Youssef, ligado ao PP, João Vaccari Neto, ligado ao PT, Fernando Soares (o Fernando Baiano), ligado ao diretor Nestor Cerveró, e João Henriques, Jorge Luz e Bruno Luz, ligados ao PMDB. As investigações revelaram a simulação da contratação de serviços de consultoria, o superfaturamento de serviços prestados, o envio de valores para o exterior através de operadores do mercado de câmbio negro e a circulação de valores em espécie com a utilização de empresas offshores registradas em nome de interpostas pessoas.
Um dos casos em que o esquema foi utilizado foi na contratação dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitoria 10.000 da Samsung, e o contrato de operação do navio-sonda Vitoria 10.000, celebrado com a Schahin Engenharia. Segundo a denúncia, por volta de julho de 2006 (início das negociações) até 25 de fevereiro de 2008 (últimos pagamentos), o representante do estaleiro Samsung, Julio Camargo, ofereceu e prometeu aos colaboradores Fernando Soares e Nestor Cerveró e aos denunciados Jorge Luz, Bruno Luz, Demarco Jorge Epifânio e Luis Carlos Moreira, os dois últimos ex-funcionários da Petrobras subordinados a Cerveró, vantagem indevida no montante aproximado de US$ 15.000.000,00 (15 milhões de dólares), para que viabilizassem a contratação de um navio sonda Petrobras 10000 com o estaleiro Samsung Heavy Industries Co., na Coreia, no valor de US$ 586.000.000,00 (586 milhões de dólares), para perfuração de águas profundas a ser utilizado na África.
Outros US$ 25.000.000,00 (25 milhões de dólares) em propina foram pagos para que viabilizassem a contratação do Vitoria 10000 com o mesmo estaleiro coreano, no valor de US$ 616.000.000,00 (616 milhões de dólares), para perfuração de águas profundas no Golfo do México. 
Os valores foram pagos por Julio Camargo a Fernando Soares e repassadas a Nestor Cerveró, Eduardo Musa, Jorge Luz, Demarco Jorge Epifânio, Bruno Luz e Luis Carlos
Moreira, por meio de operações de lavagem de capitais por intermédio de contas ocultas no exterior. Os pagamentos foram feitos entre 2006 e 2011.  Os denunciados
Milton Schahin, Fernando Schahin, Jorge Luz e Bruno Luz incorreram no crime de lavagem de ativos, pois utilizaram de depósitos em contas ocultas no exterior e de dissimulação de prestação de serviços para esconder a origem espúria dos valores recebidos, que foram repassados pelos operadores aos respectivos partidos políticos para os quais operavam. No caso de Jorge Luz, os repasses foram feitos aos senadores peemedebistas Renan Calheiros e Jader Barbalho e ao deputado federal José Aníbal.
De acordo com a denúncia, em 2006, houve uma reunião na Petrobras, com a participação de Nestor Cerveró; convocada por Delcídio do Amaral e Silas Rondeau, então ministro das Minas e Energia, na qual houve pedido de apoio para a campanha do próprio Delcídio, então filiado ao PT, e de Renan Calheiros e Jader Barbalho, ambos do PMDB: que em troca os referidos políticos passariam a dar sustentação a Cerveró na diretoria que ocupava na Petrobras. Nestor Cerveró, então passou a contribuir com os políticos dos partidos indicados. 
Inicialmente, foi repassado o valor de US$ 4 milhões de dólares aos políticos e em outra ocasião, também em 2006, US$ 5,5 milhões de dólares especificamente para Renan Calheiros e Jader Barbalho, conforme relatado em termos de colaboração de Nestor Cerveró e de Fernando Soares. Ambos, na mesma colaboração, disseram que Jorge Luz, que se dizia muito próximo de Renan Calheiros e Jader Barbalho. Eles também disseram que Jorge Luz era conhecido pelo depoente como lobista e ele tinha uma relação antiga com a Petrobras e que ficara responsável por fazer o acerto com os políticos: Jader, Renan, Delcídio e Silas. 
RESPOSTAS
Renan, Jader e Anibal têm, reiteradamente, negado de forma enfática recebimento de valores ilícitos. Em nota ao Estado, o senador Jader Barbalho disse que “nunca teve conta na Suíça e que cabe a Jorge Luz provar ao juiz os depósitos, o número da conta e as datas”. Também diz que conhece Jorge Luz, mas jamais teve algum tipo de negócio. Diz ainda que “isso é declaração de criminoso que deve ser investigada pela Justiça”.
O senador Renan afirmou que conheceu Jorge Luz há mais de 20 anos e desde então nunca mais o encontrou. Disse ainda que não conhece nenhum dos seus filhos. Há 20 dias, o senador prestou depoimento ao juiz Sergio Moro como testemunha de Luz e reafirmou que a citação a seu nome é totalmente infundada.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

CRISTANDADE DESMORONANDO

A cristandade está desmoronando não por causa do Cristo das Escrituras, mas por causa daqueles que o dizem representar. O cristianismo como o conhecemos está absolutamente comprometido com o poder, com o controle sobre os fies, sobre suas finanças, com a politica dita eclesiástica, e manutenção da influência pessoal ou grupo.

Em conversa com um pastor, diretor de uma autarquia, ao tratarmos da politicagem que se faz pela influência politica e conquista de cargos, de posições estratégicas na " igreja " o mesmo me respondeu que " ..é um mau necessário, se nós pastores não fizermos isso os pastores mal intencionados reinarão ". Tal raciocínio é estranho ao Evangelho de Jesus.
Por ideal quem detêm o poder religioso fala de uma igreja que já não existe, e de um Evangelho que não é o de Jesus.
Taciano Cassimiro

terça-feira, 17 de novembro de 2015

EVANGELHO DE MARIA MADALENA



É um texto a princípio estranho, com início parabólico. Expressões que nos lembram os evangelhos canônicos como " a paz esteja convosco ", " Recebei minha paz “, “ O Filho do Homem está dentro de vós “ esta última nos remete aos títulos messiânicos e a natureza humana de Cristo.

O texto ainda tem falas atribuídas a Cristo que é um tanto estranha Jesus disse: "Não há pecado ; sois vós que os criais, quando fazeis coisas da mesma espécie que o adultério, que é chamado 'pecado'”. O Evangelho de Madalena também contêm palavras de ânimo e conforto aos discípulos. Os mesmos são encorajados a continuar a obra de Cristo na certeza de que o mesmo estará sempre com eles.

Na parte final temos Maria Madalena respondendo as indagações de Pedro: “Pedro disse a Maria: "Irmã, sabemos que o Salvador te amava mais do que qualquer outra mulher. Conta-nos as palavras do Salvador, as de que te lembras, aquelas que só tu sabes e nós nem ouvimos." A resposta de Madalena é carregada de conceitos difíceis de relacionar com os Evangelhos canônicos. Inteiramente baseado em uma visão que a mesma tivera onde a alma luta contra potências ( ex. ignorância ), e ao chegar na quarta potência a mesma se transforma em 7 formas, são elas: “A primeira forma, trevas; a segunda, desejo; a terceira, ignorância,; a quarta, é a comoção da morte; a quinta, é o reino da carne; a sexta, é a vã sabedoria da carne; a sétima, a sabedoria irada”.

Diante da fala de Madalena o apóstolo André diz “Dizei o que tendes para dizer sobre o que ela falou. Eu, de minha parte, não acredito que o Salvador tenha dito isso. Pois esses ensinamentos carregam ideias estranhas". Pedro diz não acreditar e enfatiza: "Será que ele realmente conversou em particular com uma mulher e não abertamente conosco? Maria em seguida “"Pedro, meu irmão, o que estás pensando? Achas que inventei tudo isso no mau coração ou que estou mentindo sobre o Salvador?". Nesse momento Levi ( Mateus ): “respondeu a Pedro: "Pedro, sempre fostes exaltado. Agora te vejo competindo com uma mulher como adversário. Mas, se o Salvador a fez merecedora, quem és tu para rejeitá-la? Certamente o Salvador a conhece bem”.

O texto termina com os discípulos saindo para pregar o Evangelho cheio de ânimo.

O texto atribuído a Maria Madalena nos mostra uma mulher muito próxima do Senhor, importante na vida dos discípulos a ponto de consola-los, anima-los e redireciona-los a missão de pregar o Evangelho.

O texto tem características gnósticas, ênfase em ensinamentos secretos. A leitura tendenciosa ou deturpada do texto levou estudiosos a concluir que Maria Madalena foi esposa de Jesus e líder do cristianismo pós a ressurreição de Cristo.



terça-feira, 6 de outubro de 2015

Série " ESPIRITUALIDADE CRISTÃ 1 PARTE "


O pastor Taciano Cassimiro abordará de forma simples e objetiva essa temática. Mostrando as diversas formas de espiritualidade e como as mesmas trás implicações para nossas vidas. 
Nosso objetivo é levar você a reflexão e, principalmente entendermos que nossa fé sem obras é morta.





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